Cargas indivisíveis – Como resolver os desafios logísticos com segurança no transporte?

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No Brasil poucas empresas têm expertise para realizar o complexo transporte de cargas indivisíveis. Além de equipamentos específicos para transportar peças de dimensões e peso acima do considerado comercial, é necessário ter profissionais habilitados para tal. Esses são princípios básicos para transportar com segurança essas cargas especiais.

Incialmente é importante saber como os órgãos fiscalizadores do transporte rodoviário no Brasil definem as cargas indivisíveis. E a partir desse conhecimento, elaborar planejamento assertivo para resolver os desafios logísticos que apareçam durante esse tipo de operação.

De acordo com a Resolução 01/2016 do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) carga indivisível é aquela que ultrapassa os limites que determinam uma carga comercial. Esse tipo carga tem excesso de comprimento, largura, altura e peso. Outra característica que define essa carga, é ser unitária ou que não se divide, por exemplo, duas máquinas que excedam as dimensões citadas, podem seguir viagens juntas, e o transporte será abraçado pelas normas da resolução mencionada.

Na resolução do DNIT ainda existem recomendações importantes sobre a forma como a carga é acondicionada na carreta, e isto na prática será sim condicionante para que tudo ocorra bem nesse tipo de transporte.

Não se engane: qualquer planejamento logístico nessa área nasce desse entendimento teórico. Todos os agentes envolvidos, seja o policial rodoviário (que fiscaliza esse tipo de transporte nas estradas) ou o analista do DNIT responsável por emitir a AET (Autorização Especial de Trânsito) exigirão que as empresas que irão realizar esse serviço conheçam a fundo a base teórica do transporte. Assim, já podemos apresentar esse como sendo o primeiro desafio que precisará resolver para seguir com segurança o transporte de sua carga excedente. Vejamos outros pontos a seguir.

Desafios logísticos no transporte de carga indivisível

Seguindo a uma certa obviedade, as cargas indivisíveis são produzidas em grandes parques industriais, normalmente afastados dos grandes centros. São fabricadas peças para outras fábricas, e depois de finalizadas elas devem ser entregues. Simples assim? Nem tanto. Entendemos que os tais desafios logísticos presentes no transporte de cargas indivisíveis, são pontuados por etapas, que são:

– Viabilidade do transporte

– Execução do transporte

Vamos destrinchar um pouco de cada um desses, para entendermos suas dificuldades, e mostrar que quando realizados de forma plena, garantirá a segurança necessária tanto para a empresa fabricante da carga quanto para a transportadora.

A viabilidade do transporte de cargas indivisíveis

Nessa etapa vamos englobar desde o orçamento até a escolha dos conjuntos necessários para realizar o serviço.

Nesse tipo de transporte fechar a venda nunca deve vir primeiro que a palavra do comercial. Lembremos que as cargas indivisíveis são caracterizadas por dimensões às vezes gigantescas. E antes de vender, o comercial precisa saber se é possível a realização do transporte.

Vamos utilizar um exemplo de demanda de cargas especiais muito comum na atual década: o transporte de componentes eólicos.

Acompanhamos no país o grande número de peças para torres eólicas serem movimentadas pelas estradas brasileiras. Facilmente encontrará alguém que cruzou com uma carreta transportando uma hélice, ou aerogerador. Mas, vamos imaginar que uma transportadora da região sul tenha fechado transporte de peças eólicas para região nordeste, e não se deu ao trabalho de fazer um estudo de rota, será que tudo ocorrerá bem? Quem trabalha com cargas indivisíveis sabe que não.

A transportadora que se lança nesse nicho, tem que conhecer a rota completa do local de coleta até o ponto que será descarregada a peça. Isso virá a ser uma espécie de cartilha, para ser apresentada e discutida entre comercial e operacional, para depois decidir se é viável ou não o transporte. Evidente que nos ritmos dos negócios, esse processo deve ser dinâmico, para que a resposta seja rápida ao cliente.

Porém, a integridade da peça, a segurança dos profissionais envolvidos e principalmente, afastar qualquer perigo do grande público que estará na estrada durante o trajeto, é essencial para o sucesso de uma operação que envolve o transporte de cargas indivisíveis.

Execução dos transportes de cargas indivisíveis

Como já dito, as empresas envolvidas devem conhecer a legislação desse tipo de transporte. E depois de realizada toda parte prévia de planejamento, disponibilizado um carreteiro com experiência para levar o componente e definido o conjunto transportador certo, o transporte estará pronto para começar.

O que norteia essa fase são as recomendações expressas no documento que rege esse tipo de transporte: AET. A licença liberada pelo DNIT é quem indicará as exigências para o transporte ocorrer, e isto influência diretamente toda programação da transportadora e da embarcadora da carga.

A AET determina a velocidade que o conjunto rodará, se haverá necessidades de batedores da PRF (Polícia Rodoviária Federal) ou batedores credenciados; apontará os trechos da estrada que estão com restrições (às vezes o estudo de rota inicial se choca com essas restrições, e uma nova rota deve ser analisada); serve como referências às AETs estaduais geradas pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagens).

Notem que a ausência de um documento compromete toda operação. A AET atesta que o estudo de rota foi bem feito, e que o conjunto transportador (cavalo mecânico e prancha) estão autorizados a realizar o transporte. Sem ela não há a mínima segurança para seguir em frente.

Realizando o transporte de cargas indivisíveis com segurança

É certo que para atender a essa parte documental, a transportadora precisará ter os equipamentos adequados, e contar com certa estrutura em seus trajetos. Vejamos alguns pontos importantes:

1 – Cavalo mecânico e caminhões – esse tipo de transporte exige caminhões robustos, com capacidade de tracionar peso, ou até mesmo subir aclives e cruzar obstáculos às vezes surpreendentes. Então quem contrata esse tipo de serviço deve entender um pouco de termos como CMT (Capacidade Máxima de Tração) e PBTC (Peso Bruto Total Combinado), para ter certeza de que a transportadora contratada terá condições de atender sua demanda.

2 – Implementos – nem toda carreta é igual para o transporte de cargas indivisíveis. Nesse ramo quanto mais eixos, mais peso; eixos direcionais, mais comprimento. Empresas que têm pranchas com muitos eixos, extensíveis direcionais, linhas de eixo, dollys, etc., são boas escolhas.

3 – Monitoramento online – uma transportadora que investe em comunicação e monitoramento, está sem dúvidas preocupada com a segurança e eficiência de seu trabalho. Ter total controle sobre sua operação passa a confiança necessária aos embarcadores de cargas indivisíveis.

Sem dúvida, resolver todos os desafios logísticos é de vital importância para que a carga chegue corretamente ao seu destino sem qualquer problema ou inconveniência.

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